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AGENTES COMUNITARIOS DE SAUDE DO BRASIL

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

20/06/2013 Tratamento contra a esclerose múltipla teve sucesso na primeira fase de ensaios clínicos

Tratamento contra a esclerose múltipla teve sucesso na primeira fase de ensaios clínicos

Um novo método que tornou o sistema imunitário tolerante às fibras de mielina teve sucesso nos ensaios clínicos. Investigação vai continuar.
Na esclerose múltipla, o sistema imunitário ataca as células nervosas KYOTO UNIVERSITY/REUTERS (ARQUIVO)
Um tratamento novo contra a esclerose múltipla que alterou o sistema imunitário dos doentes teve sucesso numa primeira fase de ensaios clínicos que abarcou nove pessoas, mostra um estudo publicado na quarta-feira na revista Science Translacional Medicine.
A esclerose múltipla é uma doença auto-imune relacionada com o sistema nervoso. O sistema imunitário destes doentes ataca a camada que impermeabiliza as células nervosas, os neurónios. É esta camada feita de mielina que permite à informação viajar a uma velocidade enorme ao longo do sistema nervoso. Só assim conseguimos mexer os dedos quase no mesmo momento em que pensamos fazê-lo.
Na esclerose múltipla, esta camada de mielina vai sendo degradada. Ao longo dos anos as pessoas acabam por perder a capacidade de caminhar e de se moverem. A esperança média de vida é cinco a dez anos mais baixa do que no resto da população.
Uma equipa internacional com investigadores da Alemanha, Estados Unidos, Áustria alteraram o próprio sistema imunitário para diminuir o ataque às camadas de mielina. Para isso, retiraram células do sistema imunitário dos pacientes, depois ligaram estas células a fragmentos de mielina e voltaram a injectar estas células com milhões de fragmentos de mielina nos pacientes. O objectivo deste método é obrigar o sistema imunitário a reconhecer estes fragmentos e torná-lo tolerante à mielina.
“A terapia pára as respostas auto-imunes que já estão em curso e previne a activação de novas células auto-imunes”, diz Stephen Miller, investigador sénior da Escola de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern, em Chicago, nos Estados Unidos. “O nosso método deixa a função do sistema imunitário intacto. É o Santo Graal”, explica o cientista, num comunicado de imprensa.
Esta primeira fase de testes foi, principalmente, para procurar efeitos secundários nos pacientes que receberam o tratamento. Os resultados foram positivos; por um lado, não houve problemas significativos associados ao tratamento, por outro lado, os pacientes melhoraram em relação à doença. Agora o tratamento vai passar para a segunda fase dos testes clínicos, para verificar se este método previne de facto a progressão da esclerose múltipla em humanos.
“Na fase dois queremos tratar doentes que estão nos estados mais precoces da doença, antes de estarem paralisados devido aos danos na mielina”, explica Stephen Miller. “Quando a mielina é destruída, é difícil ser reparada.”

20/06/2013 Beber bastante água é bom para a pele: Mito ou realidade?

Beber bastante água é bom para a pele: Mito ou realidade?

Atualizado em  19 de junho, 2013 - 11:41 (Brasília) 14:41 GMT
É comum ouvirmos dizer que, para mantermos nossa pele fresca e saudável, é essencial beber bastante água.
As quantidades recomendadas variam. Nos Estados Unidos, por exemplo, a orientação é que se beba oito copos de água por dia.
Mas qualquer que seja o volume indicado, o princípio por trás do conselho continua o mesmo: beber água mantém sua pele hidratada. Em outras palavras, a água funcionaria como uma espécie de hidratante que age de dentro para fora.
Você talvez se surpreenda, mas a verdade é que existem pouquíssimas evidências para confirmar essa teoria.
Uma forma óbvia de verificarmos o efeito da ingestão de água sobre a pele seria, por exemplo, separarmos um grupo de voluntários em duas metades. Uma receberia instruções para beber água o dia inteiro, a outra seria orientada a beber quantidades normais.
Um mês depois, a condição da pele dos participantes poderia ser avaliada para estabelecermos se beber mais água resultou, ou não, em peles mais suaves e saudáveis.
Na prática, estudos como esse são raros, em parte porque, como a água não pode ser patenteada, é difícil encontrar-se alguém disposto a financiar esse tipo de pesquisa - ela não produziria nenhum remédio ou cosmético capaz de cobrir os custos do financiador.
Uma pesquisa feita pelo dermatologista Ronni Wolf, do Kaplan Medical Centre, em Israel, encontrou apenas um estudo sobre os efeitos, a longo prazo, da ingestão de água sobre a pele. Os resultados do trabalho, no entanto, foram contraditórios.
O estudo tentava avaliar os efeitos, sobre a pele, da ingestão de água mineral em comparação à água de torneira. Após quatro semanas, o grupo que bebeu quantidades adicionais de água mineral apresentou diminuição na densidade da pele. O grupo que bebeu água de torneira apresentou um aumento na densidade da pele.
Mas independentemente do tipo de água ingerido, o estudo não encontrou qualquer diferença na quantidade de rugas ou na suavidade da pele dos participantes.
Isso não quer dizer que a desidratação não exerça qualquer efeito sobre a pele. Podemos avaliar, em parte, as consequências da falta de água sobre a pele ao medirmos sua elasticidade. Para tanto, basta beliscarmos uma porção da pele e observarmos quanto tempo o tecido demora para voltar à posição inicial.
Se você estiver desidratado, haverá uma perda de elasticidade da sua pele e ela demorará mais tempo para recuperar a forma normal após um teste como esse.
Porém, se é verdade que beber menos água do que o necessário é ruim para a pele, isso não quer dizer que beber quantidades excessivas seja bom. Isso equivaleria a dizermos que, porque a falta de alimento leva à desnutrição, então comer demais deve ser bom. Ou, como disse Wolf, seria o equivalente a dizermos que, como um carrro precisa de gasolina, então quanto mais gasolina, melhor.

Conselho Misterioso

Outra crença comum é a de que se você beber quantidades adicionais de água, seu corpo irá armazená-la.
Isso, na verdade, depende de quão rápido você ingere o líquido. Se você beber vários copos de água em um período de 15 minutos, simplemente, vai urinar mais. Se beber a mesma quantidade em um período de duas horas, aí sim, reterá mais líquidos.
Um estudo sobre o tema concluiu que beber 500 ml de água aumenta a circulação do sangue pelos capilares da pele. Mas a pele dos participantes somente foi avaliada nos primeiros 30 minutos após a ingestão, e não se sabe se isso melhora ou não o tônus da pele.
Segundo um outro argumento, um terço da nossa pele é constituído de água, portanto, ingerir líquidos mantém o viço da pele. Isso pode ser verdade, mas a aparência jovem da pele depende muito mais de fatores como herança genética, exposição ao sol e danos causados pelo cigarro.

Nutriente

Então, de onde viria a recomendação de oito copos de água por dia para uma pele saudável?
A água é, sem dúvida, o nutriente mais importante do organismo. Sem ela, nós morreríamos em poucos dias. E manter o corpo hidratado traz outros benefícios para a saúde.
Um estudo feito em 2010 constatou que ingerir líquidos em abundância reduz a formação de pedras nos rins em pacientes que já sofreram do problema.
A regra dos oito copos por dia é muito debatida. Alguns questionam a quantidade necessária para limpar os rins de toxinas. Outros discutem se a água ajudaria ou não a diminuir o apetite. Isso depende de quão alta é a temperatura ambiente e quanta energia você está gastando.
Outro mito é o de que outros líquidos não contam. Não precisa ser água. Até os alimentos contêm mais líquidos do que você imagina. Por exemplo, entre 40 e 49% de uma pizza são constituídos de água.
A quantidade de água que retiramos dos alimentos depende muito de onde vivemos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a média é 22%. Mas na Grécia, onde a dieta é mais rica em frutas e verduras, essa média será bem maior.
Concluindo, não há evidências de que beber mais água seja bom para a pele.
E tampouco existe uma regra definitiva sobre a quantidade ideal de água que devemos beber, já que isso depende do clima e do tipo de atividade que você está fazendo.
Mas todos nós temos um ótimo guia interno, capaz de ajudar bastante: a sede.

20/06/2013 Esse ano é o nosso, o ano que vem é dos políticos!


Esse ano é o nosso, o ano que vem é dos políticos!
18/06
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Terminou agora pouco a Audiência Pública que discutiu o Piso Salarial Nacional da categoria. Seguramente, de todas as Audiências já realizadas, o que aconteceu hoje jamais foi visto antes!
Estavam presentes, além dos representantes da CONACS, CNS, CMN e MS, vários parlamentares, entre eles, Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), Geraldo Resende (PMDB-MS), Rosinha (PT-RS),  João Ananias (PC do B/CE), Pedro Chaves (PMDB/GO), Fátima Bezerra (PT/RN), Domingos Dutra (PT/MA), Assis Carvalho (PT/PI), Carmem Zanotto (PPS/SC),  Valtenir Pereira  (PSB/MT) e Érika Kokai (PT/DF). Também registraram presença, caravanas dos Estados de GO, CE, PI, PE , BA, RO, TO, RN, RJ, MS, MT, SE, AL, MA, MG, SP e PB.
A representante do Ministério da Saúde,  bem como, a representante do Conselho Nacional de Saúde, em discurso afinado, afirmaram que para se viabilizar um debate capaz de produzir deliberações, deveria estar presentes os representantes do CONAS e do CONASEMS.
De outro lado, a representante da Confederação Nacional dos Municípios, usando de um discurso técnico, exclui de sua fala qualquer responsabilidade dos Municípios no que diz respeito ao Piso Salarial Nacional da categoria, argumento em linhas gerais a falta de recursos para a saúde e essencialmente a “insegurança jurídica” que é criar responsabilidades financeiras para os Municípios sem que haja uma garantia em lei dos repasses que irão cobrir tais despesas, afirmando em suas considerações finais que não dá para falar em piso sendo os repasses feitos através de portarias.
Até o registro dessas falas a Audiência Pública estava sendo conduzida dentro da normalidade, contudo, dada a palavra a Presidente da CONACS, Ruth Brilhante, abriu seu discurso com palavras de ordem e declarações de repúdio às falas do atual presidente dos prefeitos Paulo Zulkosk (CNM), que considera que os ACS só “fazem hoje preencher papéis desnecessários e incomodar as famílias, pois querem almoçar de graça!”.
A partir daí, Ruth Brilhante, foi aplaudida de pé por todos que lotavam o plenário Nereu Ramos, e em um recado claro aos parlamentares afirmou que “os agentes já estão cansados de serem tratados como palhaços”, e afirmou ainda, em tom de indignação que: “Senhores Deputados, esse ano é o nosso ano, mas ano que vem é o de vocês e aí? Queremos que os senhores assumam o compromisso conosco e não votem mais nenhum projeto da Presidente Dilma enquanto não for votar o nosso Piso!”
Embalados pelo rumo da discussão, vários parlamentares passaram a usar a palavra e especialmente parlamentares da base do Governo, a exemplo de Domingos Dutra, João Ananias, Fátima Bezerra e Geraldo Resende, reforçaram o entendimento da Presidente da CONACS, e propuseram votar o PL 7495/06, com ou sem apoio dos prefeitos ou do Governo federal, e que a presidente Dilma arque com as consequências de vetar ou não o Piso dos ACS e ACE!
Por várias vezes os ânimos se exaltaram, e debates acalorados entre Deputados de situação e oposição tomaram grandes proporções, chegando a certos momentos a ser interrompidos os trabalhos da Comissão.
Já próximo às 18:00h o Deputado Geraldo Resende deu por encerrada a Audiência Pública , tendo como encaminhamento da CONACS a coleta de assinatura de todos os líderes em requerimento de inclusão na Pauta de votação em plenário da Câmara de Deputados do PL 7495/06, e já está definida para próxima semana nova mobilização para acompanhar a reunião de Líderes a fim de garantir a inclusão na pauta da Câmara possibilitando já na próxima semana a votação do Piso Salarial Nacional dos ACS e ACE.
Outros encaminhamentos foram propostos,  porém  não foram acordados com as lideranças da categoria, fato que deverá acontecer ainda amanhã após reunião com parlamentares membros da Comissão de Seguridade Social e Família.

terça-feira, 11 de junho de 2013

11/06/2013 Prostitutas exigem que Ministério da Saúde tire campanha contra Aids do ar

APÓS VETOS DE PADILHA

Prostitutas exigem que Ministério da Saúde tire campanha contra Aids do ar

Mulheres que participaram da elaboração da campanha original alegam que vetos promovidos pelo ministério tornaram a campanha 'higienizada e descontextualizada'
por Site Beijo da Rua publicado 11/06/2013 14:18, última modificação 11/06/2013 14:36
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São Paulo – Prostitutas que participaram da elaboração da campanha de prevenção de Aids lançada, vetada e depois modificada pelo governo federal enviam notificação extrajudicial ao Ministério da Saúde, hoje (11), revogando a autorização de uso de imagem e exigindo a imediata suspensão das peças em que aparecem.
Elas alegam “radical mudança” na campanha original, que deixou de privilegiar “o enfrentamento do estigma e preconceitos como estratégia de prevenção às DST e Aids” para ter foco apenas no incentivo ao uso da camisinha, tornando-se “higienizada e descontextualizada”.
“A proposta era reafirmar o entendimento, já consolidado técnica e politicamente, de que, para além das questões e informações biomédicas, o gozo de direitos básicos, autoestima e cidadania constitui condição imprescindível para a promoção da saúde, especialmente em grupos considerados sob maior vulnerabilidade social em razão do estigma, preconceito e discriminação social”, diz a notificação, elaborada pelo assessor jurídico da Rede Brasileira de Prostitutas, Roberto Chateaubriand Domingues.
O governo retirou do ar peças que tratam de felicidade (“sou feliz sendo prostituta”, por Nilce Machado), de cidadania (“o sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs, com Nanci Feijó) e da luta contra a violência (“não aceitar as pessoas da forma que elas são é uma violência”, de Jesus), deixando apenas as que associam prevenção com camisinha.

Batalha

“Passei uma semana sem batalhar, para poder participar dessa oficina, pensando em construir algo novo que contribuísse para todas nós, e hoje me envergonho com o resultado”, desabafa Maria Luzanira da Silva, uma das signatárias da notificação.
Coordenadora geral da Associação de Prostitutas da Paraíba (Apros-PB), de João Pessoa, onde foi realizado em março o evento de criação da campanha, Luzarina faz questão de afirmar: “Sou uma puta cidadã e tenho o direito de expressar meus sentimentos. Sou feliz sendo prostituta”.
Aparecida Viera, da Associação de Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), conta que autorizou a campanha “com as colegas de trabalho que estavam na oficina” e não o uso de imagens escolhidas “em leilão”. E decreta: “Quero a retirada da minha foto dessa campanha preconceituosa”.
Ativista da associação maranhense de prostitutas (Aprosma), Jesus considera que “as prostitutas não têm motivo para ter vergonha de nada, pois estamos mostrando a nossa cara”, e que os representantes do governo é que deveriam “ter vergonha” com a mudança da campanha. “Já sabemos comer com nossas mãos. Este povo quer brincar conosco, vamos dar para eles nossas respostas”, disse.
Outra participante da oficina, Nanci Feijó acha que, além de “tirar do ar esta campanha que o ministério relançou”, as prostitutas não deveriam sequer voltar a atuar em parceira com o governo. Ainda “muito revoltada”, a militante da Associação Pernambucana de Profissionais do Sexo (APPS) já fez circular nas redes sociais uma peça em que aparece ao lado da frase que se tornou sucesso nacional: “Sou feliz sendo prostituta”.
A autora da frase também faz questão de enviar a notificação exigindo que não seja utilizada qualquer imagem que tenha sido produzida durante a oficina. Nilce Machado, presidente do Núcleo de Estudos da Prostituição, o NEP de Porto Alegre, lembra que os vídeos da campanha (também censurados) foram exibidos em praça pública, ao final da oficina em João Pessoa, e “muito bem aceitos” por integrantes do governo municipal. “Como posso fazer campanha de prevenção sem falar na profissão?”, questiona.
Sobre a frase que escancarou a traição do governo a princípios da saúde pública, em troca de uma infeliz ambição eleitoreira, ela confirma quantas vezes for necessário: “Sou, sim, uma prostituta feliz e nem esse governo vai tirar a minha felicidade”.
Gabriela Leite, fundadora do movimento de prostitutas no Brasil nos anos 1980, está “orgulhosa das colegas que se indignaram com essa violenta intervenção do governo na campanha”. Para ela, essas reações “são também fruto de 30 anos de militância”.

11/06/2013 convocação dos acs piso salarial


CONVOCAÇÃO 09/13
 
 
CONACS – Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, por intermédio de sua Diretora Presidente no uso de suas prerrogativas estatutárias, e em conformidade com as deliberações da Assembleia Geral da CONACS, vem por meio deste CONVOCAR, os ACS e ACE a se fazerem presentes na AUDIÊNCIA PÚBLICA  que acontecerá em Brasília na sala de comições, no dia 18 de junho de 2013, com início às 09:00 h da manhã.
 
 
 
Sem mais para o momento e certa de contar com a presença de todos, envio votos de amizade e apreço.
 


A União faz a força!
 


Ruth Brilhante de Souza
Presidente da CONACS

terça-feira, 4 de junho de 2013

04/06/2013 Teste com vinagre reduz 31% da mortalidade pelo câncer de colo de útero

Teste com vinagre reduz 31% da mortalidade pelo câncer de colo de útero

Em Chicago
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Imagens do mês (junho/2013)7 fotos

4 / 7
Shanti Devi Maurya (à direita) é atendida em casa por agentes de saúde em Mumbai, na Índia. Ela foi uma das 150 mil mulheres indianas que foram examinadas com técnica de detecção visual do câncer de colo de útero. As médicas esfregam o colo do útero da mulher com vinagre, o que faz com que os tumores pré-cancerígenos fiquem brancos quando a luz da lâmpada é utilizada para inspecionar visualmente o local. O exame simples e barato ajudou a reduzir a taxa de mortalidade na Índia em 31%, segundo os pesquisadores Rafiq Maqbool/AP
A detecção do câncer de colo de útero com vinagre é uma técnica simples e barata que pode salvar milhares de mulheres que vivem nos países mais pobres, segundo um vasto estudo clínico realizado na Índia cujos resultados foram apresentados neste domingo nos Estados Unidos.
O método de detecção do câncer de colo de útero através do vinagre testado na Índia é chamado de detecção visual. Ele consiste no uso de vinagre, de gaze e de uma lâmpada de halogêneo e exige uma formação básica para enfermeiros ou profissionais da área de saúde.
No exame, o profissional de saúde esfrega o colo do útero da mulher com vinagre, o que faz com que os tumores pré-cancerígenos fiquem brancos. Os resultados são apresentados um minuto depois, quando a luz da lâmpada é utilizada para inspecionar visualmente o colo do útero.
Além da grande redução de custos, os resultados instantâneos são uma grande vantagem para as mulheres em áreas rurais que precisam viajar durante horas para receber atendimento médico.
Este estudo foi conduzido durante 15 anos com 150 mil mulheres indianas de 35 a 64 anos, examinadas a cada dois anos. Segundo os responsáveis pela pesquisa, os testes indicaram uma redução de 31% na taxa de mortalidade provocada pelo câncer de colo de útero graças a este exame. Os resultados foram apresentados durante a conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, em inglês). 
Os pesquisadores estimam que este simples teste seria capaz de salvar anualmente 22 mil vidas na Índia e 73 mil em outros países em desenvolvimento, onde o câncer de colo de útero é uma das principais causas de mortalidade nas mulheres.
Nestes países há pouco ou nenhum acesso ao teste papanicolau, procedimento mais utilizado para detecção desta doença. O papanicolau consiste em detectar as mudanças das células do colo do útero que poderiam se tornar cancerígenas.
"Esperamos que os resultados deste estudo tenham um efeito importante na redução do número de casos de câncer de colo do útero na Índia e no mundo", disse Surendra Srinivas Shastri, médico e professor de oncologia preventiva do hospital Tata Memorial de Mumbai, principal autor do estudo.
De acordo com Shastri, o exame desenvolvido por sua equipe "permite reduzir a mortalidade e pode ser facilmente colocado em prática em larga escala na Índia e nos demais países em desenvolvimento".
As 150 mil mulheres recrutadas para este estudo não tinham antecedentes da doença. A metade foi submetida a um exame a cada dois anos com o vinagre e a outra metade não fez nenhum teste, situação mais comum na Índia.
A incidência de câncer de colo do útero foi similar nos dois grupos, ocorrendo 26,5 para 100 mil casos nas mulheres submetidas aos testes de detecção e 26,7 para 100 mil nas outras. Mas o teste permitiu uma redução de 31% na taxa de mortalidade.
O câncer de colo de útero, para o qual existe prevenção, é responsável por 275.000 mortes por ano no mundo, sendo 80% dos casos registrados nos países em desenvolvimento.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

24/05/2013 OMS: mundo não está preparado para surto de gripe


OMS: mundo não está preparado para surto de gripe

A Organização Mundial da Saúde  (OMS) alertou nesta quarta (21) que o mundo continua sem estar preparado para lidar com um surto de gripe de larga escala, havendo receios de que o vírus H7N9 na China possa se espalhar. O diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda, disse em uma reunião que, apesar dos esforços empreendidos desde a gripe aviária H1N1 há três anos, é necessário um maior planejamento de contingência.
“Ainda que tenha sido feito trabalho desde então, o mundo não está preparado para um grande e severo surto”, disse Fukuda. Os sistemas de reação rápida são cruciais, uma vez que os esforços das autoridades de saúde estão limitados pela falta de conhecimentos das doenças, acrescentou. “Quando as pessoas são atingidas por uma doença emergente, não se pode somente ir a um livro e saber o que fazer”.
A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que “qualquer novo vírus da gripe que infecte humanos tem potencial para se tornar uma ameaça de saúde global”. De acordo com os números mais recentes, a gripe aviária H7N9 infectou 130 pessoas na China e matou 35 desde que foi detectada em humanos em março deste ano.
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